Acordei com febre e todo dolorido. Não sei quantos dias se passaram desde a conversa no banco.
Será que aquilo tudo foi um sonho? Não...sonho não. Teria sido um pesadelo?
Ou será que a prisão me deixou louco e agora estou num manicômio?
Não consigo enxergar direito, minha visão está embaçada, e a coloração extremamente branca do quarto não ajuda muito.
Ouço alguns sons, mas não consigo identificá-los e vários vultos passam por mim de vez em quando.
Graças aos anos escrevendo na escuridão da prisão, acho que vou conseguir deixar esse registro para que me lembre depois...
É isso. Agora minha cabeça começa a doer e está tudo girando, melhor voltar pra cama.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O Primeiro Dia do Fim do Mundo - Conclusão
Depois de tudo o que vimos até agora, não podíamos nos dar ao luxo de sermos inocentes. Montamos um esquema de defesa. Subi no teto da porta que dá acesso ao terraço e improvisei uma lança com um dos bambus do varal.
Outras duas pessoas seguravam a corda esticada, um de cada lado, para que o moleque tropeçasse caso conseguisse arrombar a porta.
E se não me engano, Gabriela ficou aguardando com a faca em punho, na frente da porta, a uma distância segura.
Um bom tempo se passou e nem sinal de Leanderson ou do moleque. Eu tinha esperanças de que Leanderson estivesse a salvo. Ele corre bem e nasceu num lugar difícil, tem a malandragem necessária pra conseguir escapar.
Então a maçaneta começa a girar, a corda, estava tensionada a menos de 1 metro dela, eu estava preparado para espetar a cabeça de qualquer coisa que atravessasse a porta abaixo de mim.
A tensão aumentava no momento em que a porta se abria e então, a imagem de Leanderson se revelou para todos, mas não baixamos a guarda. Era um rosto conhecido, mas será que ainda era a mesma pessoa que passou as últimas horas com a gente?
Ele deu um passo a frente e em seguida, a criatura que um dia fora o primo e David, pulou em suas costas. Leanderson tropeçou na corda, Gabriela investiu numa facada, mas errou e acabou ferindo Leanderson no rosto. Por sorte, nada de grave.
O moleque se preparou pra morder e então eu pulei e ataquei. Atravessei o crânio da criatura com a lança, do topo da cabeça, até sair pela garganta e ele ainda se movia!
Acho que alguém ainda conseguiu acertá-lo, mas não tenho certeza. Logo depois ele correu para a beirada do prédio e pulou!
Da mesma altura que matou o Adolfo ele pulou...e sumiu!
Enquanto alguns de nós procurava pela criatura, os outros viam como Leanderson estava.
Assim que ele se recompôs, tratamos de dar o fora daquele lugar infernal (espero que Samara não leia isso, ou pelo menos não me leve a mal por falar assim da casa dela).
Fomos para o supermercado, estávamos famintos. A única coisa que tínhamos comido depois da festa, foram alguns biscoitos.
Assim que chegamos lá, tive a ideia de entrarmos da mesma maneira que no outro supermercado, mas enquanto eu caminhava em direção à porta do depósito, eis que nosso grande amigo Papi age novamente! Não sei o que o cara fez, mas pensei claramente que já tínhamos falado pra ele que o barulho ATRAI as criaturas!
Entramos no supermercado e já pudemos perceber dois zumbis vindo em nossa direção em um dos corredores e pra melhorar a situação, um barulho metálico atrás de nós, anunciava que o primo do David havia nos perseguido até aqui.
A Samara parecia estar perdida em seus pensamentos, ou então havia sido hipnotizada pelos movimentos lentos e ritmados do zumbi no corredor, então a agarrei pela mão e corri para os corredores à esquerda, que levariam até a sala da direção e o depósito.
Olhei pra trás, mas ninguém nos seguiu, então ouvi tiros e resolvi voltar com a Samara atrás de mim.
Suzanna estava caída com o agora realmente morto, primo de David, sobre ela. Lucas havia acertado um tiro na cabeça dele e alguém o decapitou pra ter certeza de que ele não se levantaria. Suzanna tinha sangue na boca.
Leanderson e Joanna não estavam ali e ainda haviam dois zumbis nos corredores.
Dei a volta e vi Leanderson acabar com um deles, então segui para o outro corredor, onde estavam Gabriela, Lucas e Joanna e mais um dos zumbis.
Pelo visto, eles já haviam tentado atacá-lo e ele seguia um pouco mais rápido na direção deles. Passei correndo o máximo que pude e preparei o ataque com o porrete feito com a perna da cadeira que encontramos no prédio de Adolfo.
Errei o cálculo da distância e quando pensei que ia errar o golpe, o desgraçado deu um passo na minha direção e acertei em cheio a cabeça dele. Golpe de sorte!
Com os zumbis destruídos, conseguimos nos reagrupar e pegar algumas coisas pra comer.
Quando saímos do supermercado e começamos a nos dirigir em direção ao centro, Suzanna começou a se sentir mal. O sangue que havia na boca dela era do primo de David. O maldito cuspiu sangue na garota e ela começava a se transformar num deles!
Tentamos convencê-la a se acalmar e a parar pra descansar, mas ela ficou nervosa, pensou que a deixaríamos para trás.
Conversamos com ela até que ela se acalmasse, Leanderson ajudou dizendo que havia prometido a Adolfo que tomaria conta dela. Mas sabíamos a gravidade da situação. Era questão de tempo até que ela nos atacasse. Ela sabia disso. E então, se entregou.
Abrimos um carro para que ela pudesse se sentar e aguardamos com ela até que, devido a sua condição e fraqueza, ela caiu no sono.
E então, Lucas agiu e cortou sua garganta, terminando com o sofrimento antes que ele realmente começasse.
Em menos de 24 horas, era a terceira pessoa a morrer no meu primeiro dia de liberdade.
Continuamos nossa caminhada até o centro, onde tínhamos que escolher entre duas rotas para chegar até o Banco. Uma delas, significaria passar em frente a um parquinho infantil, e podíamos ver movimento dentro dele. A outra, significaria dar uma volta maior e passar por cima do viaduto para termos uma visão melhor da situação.
Até que vimos a Nadja saindo da rua em frente ao parquinho, uma rua transversal a que nos encontrávamos, correndo como se não houvesse amanhã. Leanderson não esperou e correu atrás dela.
Por um momento pensamos em seguí-los, mas Leanderson virou para trás e nos fez sinal de que a rua de onde Nadja havia saído estava infestada de zumbis.
Escolhemos passar pelo outro lado e o que vimos não foi nada esperançoso. As ruas estavam destruídas, com corpos para todos os lados, carros batidos, barricadas...tudo estava destruído.
Passamos por cima do viaduto e nos deparamos com um policial se levantando. Ele também era uma das criaturas..deixamos ele pra trás, até chegar do outro lado do viaduto, próximos à ponte que nos levaria até a rua perto do banco e do outro lado do parquinho.
Continuamos correndo pela ponte e ao final dela, vimos um grupo de zumbis em frente à pracinha. Conseguimos nos desvencilhar deles e, quando estávamos quase no Banco, um cara que estava em cima de um enorme busto de alguém importante, começou a atiçar zumbis na nossa direção.
Quatro deles nos perseguiram e o cara(mais um gordo) passou correndo ao lado deles, em direção ao banco também.
Eles nos usou como isca! Tentei derrubar o escroto e acabei caindo, perdendo meu porrete.
Os zumbis vinham atrás de mim. Consegui levantar e correr até o Banco.
Lá dentro, estávamos seguros, mas parecia que estávamos sozinhos, vigiados pelas câmeras de segurança.
Nadja parecia surpresa em nos ver vivos...e fingia não saber que ali era seguro.
Até que o elevador se abre e de dentro sai um homem com farda e um tapa-olho.
Disse que ia contar tudo o que quiséssemos saber, mas só quando estivéssemos no andar de cima.
Quando chegamos lá em cima, ele nos deu água e algo pra comer e nos deu um resumo da situação.
Não é só Barra do Piraí que está infestada...o país inteiro está assim! Parece um tipo de teste com armas biológicas. Um vírus que ele disse ter vindo de algum país do leste europeu havia sido liberado aqui.
E agora ele dizia contar com nossa ajuda para tentar reverter a situação ou torná-la menos catastrófica possível.
Falou que nos arrumaria equipamentos adequados e que nos instruiria em nossa missão, caso aceitássemos(ou, como prefiro acreditar, caso tivéssemos opção).
Depois de todas as explicações e de "acordos verbais", perguntamos seu nome.
"Me chamem de Cobra, é meu codinome" - ele disse.
E então, as luzes começaram a perder o foco, as palavras que saiam das bocas de meus companheiros começaram a perder o sentido. Vi o gordinho que atiçou os zumbis em nossa direção caindo desmaiado, depois vi Joanna, Gabriela...um por um.
Até que não vi mais nada...
Outras duas pessoas seguravam a corda esticada, um de cada lado, para que o moleque tropeçasse caso conseguisse arrombar a porta.
E se não me engano, Gabriela ficou aguardando com a faca em punho, na frente da porta, a uma distância segura.
Um bom tempo se passou e nem sinal de Leanderson ou do moleque. Eu tinha esperanças de que Leanderson estivesse a salvo. Ele corre bem e nasceu num lugar difícil, tem a malandragem necessária pra conseguir escapar.
Então a maçaneta começa a girar, a corda, estava tensionada a menos de 1 metro dela, eu estava preparado para espetar a cabeça de qualquer coisa que atravessasse a porta abaixo de mim.
A tensão aumentava no momento em que a porta se abria e então, a imagem de Leanderson se revelou para todos, mas não baixamos a guarda. Era um rosto conhecido, mas será que ainda era a mesma pessoa que passou as últimas horas com a gente?
Ele deu um passo a frente e em seguida, a criatura que um dia fora o primo e David, pulou em suas costas. Leanderson tropeçou na corda, Gabriela investiu numa facada, mas errou e acabou ferindo Leanderson no rosto. Por sorte, nada de grave.
O moleque se preparou pra morder e então eu pulei e ataquei. Atravessei o crânio da criatura com a lança, do topo da cabeça, até sair pela garganta e ele ainda se movia!
Acho que alguém ainda conseguiu acertá-lo, mas não tenho certeza. Logo depois ele correu para a beirada do prédio e pulou!
Da mesma altura que matou o Adolfo ele pulou...e sumiu!
Enquanto alguns de nós procurava pela criatura, os outros viam como Leanderson estava.
Assim que ele se recompôs, tratamos de dar o fora daquele lugar infernal (espero que Samara não leia isso, ou pelo menos não me leve a mal por falar assim da casa dela).
Fomos para o supermercado, estávamos famintos. A única coisa que tínhamos comido depois da festa, foram alguns biscoitos.
Assim que chegamos lá, tive a ideia de entrarmos da mesma maneira que no outro supermercado, mas enquanto eu caminhava em direção à porta do depósito, eis que nosso grande amigo Papi age novamente! Não sei o que o cara fez, mas pensei claramente que já tínhamos falado pra ele que o barulho ATRAI as criaturas!
Entramos no supermercado e já pudemos perceber dois zumbis vindo em nossa direção em um dos corredores e pra melhorar a situação, um barulho metálico atrás de nós, anunciava que o primo do David havia nos perseguido até aqui.
A Samara parecia estar perdida em seus pensamentos, ou então havia sido hipnotizada pelos movimentos lentos e ritmados do zumbi no corredor, então a agarrei pela mão e corri para os corredores à esquerda, que levariam até a sala da direção e o depósito.
Olhei pra trás, mas ninguém nos seguiu, então ouvi tiros e resolvi voltar com a Samara atrás de mim.
Suzanna estava caída com o agora realmente morto, primo de David, sobre ela. Lucas havia acertado um tiro na cabeça dele e alguém o decapitou pra ter certeza de que ele não se levantaria. Suzanna tinha sangue na boca.
Leanderson e Joanna não estavam ali e ainda haviam dois zumbis nos corredores.
Dei a volta e vi Leanderson acabar com um deles, então segui para o outro corredor, onde estavam Gabriela, Lucas e Joanna e mais um dos zumbis.
Pelo visto, eles já haviam tentado atacá-lo e ele seguia um pouco mais rápido na direção deles. Passei correndo o máximo que pude e preparei o ataque com o porrete feito com a perna da cadeira que encontramos no prédio de Adolfo.
Errei o cálculo da distância e quando pensei que ia errar o golpe, o desgraçado deu um passo na minha direção e acertei em cheio a cabeça dele. Golpe de sorte!
Com os zumbis destruídos, conseguimos nos reagrupar e pegar algumas coisas pra comer.
Quando saímos do supermercado e começamos a nos dirigir em direção ao centro, Suzanna começou a se sentir mal. O sangue que havia na boca dela era do primo de David. O maldito cuspiu sangue na garota e ela começava a se transformar num deles!
Tentamos convencê-la a se acalmar e a parar pra descansar, mas ela ficou nervosa, pensou que a deixaríamos para trás.
Conversamos com ela até que ela se acalmasse, Leanderson ajudou dizendo que havia prometido a Adolfo que tomaria conta dela. Mas sabíamos a gravidade da situação. Era questão de tempo até que ela nos atacasse. Ela sabia disso. E então, se entregou.
Abrimos um carro para que ela pudesse se sentar e aguardamos com ela até que, devido a sua condição e fraqueza, ela caiu no sono.
E então, Lucas agiu e cortou sua garganta, terminando com o sofrimento antes que ele realmente começasse.
Em menos de 24 horas, era a terceira pessoa a morrer no meu primeiro dia de liberdade.
Continuamos nossa caminhada até o centro, onde tínhamos que escolher entre duas rotas para chegar até o Banco. Uma delas, significaria passar em frente a um parquinho infantil, e podíamos ver movimento dentro dele. A outra, significaria dar uma volta maior e passar por cima do viaduto para termos uma visão melhor da situação.
Até que vimos a Nadja saindo da rua em frente ao parquinho, uma rua transversal a que nos encontrávamos, correndo como se não houvesse amanhã. Leanderson não esperou e correu atrás dela.
Por um momento pensamos em seguí-los, mas Leanderson virou para trás e nos fez sinal de que a rua de onde Nadja havia saído estava infestada de zumbis.
Escolhemos passar pelo outro lado e o que vimos não foi nada esperançoso. As ruas estavam destruídas, com corpos para todos os lados, carros batidos, barricadas...tudo estava destruído.
Passamos por cima do viaduto e nos deparamos com um policial se levantando. Ele também era uma das criaturas..deixamos ele pra trás, até chegar do outro lado do viaduto, próximos à ponte que nos levaria até a rua perto do banco e do outro lado do parquinho.
Continuamos correndo pela ponte e ao final dela, vimos um grupo de zumbis em frente à pracinha. Conseguimos nos desvencilhar deles e, quando estávamos quase no Banco, um cara que estava em cima de um enorme busto de alguém importante, começou a atiçar zumbis na nossa direção.
Quatro deles nos perseguiram e o cara(mais um gordo) passou correndo ao lado deles, em direção ao banco também.
Eles nos usou como isca! Tentei derrubar o escroto e acabei caindo, perdendo meu porrete.
Os zumbis vinham atrás de mim. Consegui levantar e correr até o Banco.
Lá dentro, estávamos seguros, mas parecia que estávamos sozinhos, vigiados pelas câmeras de segurança.
Nadja parecia surpresa em nos ver vivos...e fingia não saber que ali era seguro.
Até que o elevador se abre e de dentro sai um homem com farda e um tapa-olho.
Disse que ia contar tudo o que quiséssemos saber, mas só quando estivéssemos no andar de cima.
Quando chegamos lá em cima, ele nos deu água e algo pra comer e nos deu um resumo da situação.
Não é só Barra do Piraí que está infestada...o país inteiro está assim! Parece um tipo de teste com armas biológicas. Um vírus que ele disse ter vindo de algum país do leste europeu havia sido liberado aqui.
E agora ele dizia contar com nossa ajuda para tentar reverter a situação ou torná-la menos catastrófica possível.
Falou que nos arrumaria equipamentos adequados e que nos instruiria em nossa missão, caso aceitássemos(ou, como prefiro acreditar, caso tivéssemos opção).
Depois de todas as explicações e de "acordos verbais", perguntamos seu nome.
"Me chamem de Cobra, é meu codinome" - ele disse.
E então, as luzes começaram a perder o foco, as palavras que saiam das bocas de meus companheiros começaram a perder o sentido. Vi o gordinho que atiçou os zumbis em nossa direção caindo desmaiado, depois vi Joanna, Gabriela...um por um.
Até que não vi mais nada...
O Primeiro Dia do Fim do Mundo - Parte 7
Pouco tempo depois de nos reorganizarmos, ouvimos um carro subindo a rua. Era o carro-forte do Adolfo, com furos de todos os lados e com um pneu furado.
Leanderson e Lucas estavam de volta, para o alívio de todos nós.
Nos sentamos pra conversar e decidir o que faríamos em seguida e então, Papi - pois é, o gordinho suado se chama PAPI! hahahahahahahahaha - disse que ia pra casa, ver sua família.
De imediato, dissemos que não íamos com ele, que era loucura e que acabamos de passar por uma situação parecida, mas o cara parece não entender que as coisas mudaram.
Contamos tudo o que nos aconteceu nas últimas 10 ou 12 horas, sei lá quanto tempo, mas ele insistia em ir ver a família e insistia para que fôssemos com ele, do contrário não arrumaria nossos carros.
E então, quando desejamos sorte a ele em sua missão suicida, o malandro simplesmente sai andando pela rua, revistando os nossos carros.
Fui atrás dele para tentar convencê-lo de que era loucura e para me certificar de que ele não ia fazer nenhuma merda nos carros - por pior que seja o estado deles, talvez ainda pudéssemos usá-los.
Aí ele começou a bater boca comigo, mais uma vez, como se fosse o dono da verdade, o senhor da situação e o rei do novo mundo. Aquilo me irritou e tentei acertá-lo com uma coronhada, mas acabei errando e me desequilibrando e ele conseguiu me acertar com a maleta de ferramentas.
Não sei o que houve enquanto estive desacordado, mas assim que despertei, o gordinho suado estava amarrado no chão da casa. Aquele escroto me tirou um dente com a maleta de ferramentas. Ele não faz ideia de com quem está se metendo. Na prisão, vi muito herói "acordar" morto.
Mas agora tenho que fazer jus ao apelido que me deram antigamente. Não posso deixar a raiva me distrair, mas com certeza não vou esquecer o que esse puto me fez.
Voltamos a nos preocupar com nosso destino e se levaríamos o Papi conosco ou o deixaríamos apodrecer no porão.
Apesar de eu insistir que não devemos confiar nele, o pessoal concluiu de que ele seria mais um pra nos ajudar e o desamarraram na condição de que não fizesse mais nenhuma besteira.
Enquanto estive desacordado, um dos caras encontrou a maleta prateada que a Nadja havia levado para a festa.
Havíamos concordado em ir para o Centro da cidade, fazendo uma parada num supermercado para podermos comer, mas ao invés de seguirmos, começou uma discussão sobre se deveríamos ou não abrir a maleta.
Se dependesse de mim, eu jogaria essa maleta o mais longe possível. Os militares estão atrás dela e, pelo que sabemos, ela tem um GPS.
Ainda assim, meus companheiros insistiam que devia ter algo ali dentro que seria útil.
O fato de o Papi ter dito que o cara que o chamou para arrumar seu carro, era o defunto que eles encontraram segurando a maleta, me deu mais um motivo pra não querer essa coisa perto de mim.
Eles resolveram abrir a maleta. Eu disse que poderia conter algo ruim, talvez o vírus que ocasionou esse caos todo e lembrei que o ditado diz que: "a curiosidade matou o gato".
Um gato tem sete vidas e a curiosidade o matou, mas parecia que eles não se importavam com isso...enquanto digitavam os números da senha para abrí-la, segui em direção à travessia, rumo ao supermercado.
Tinha um celular que tocou assim que a maleta foi aberta. Lucas disse que a pessoa com quem ele falou ao celular, nos instruiu a irmos ao Banco do Brasil no centro, que lá era um local seguro.
Mas antes de podermos decidir se íamos ou não confiar no cara do telefone, nos deparamos com o primo de David. Aquele que acolhemos na noite anterior e que, por estar eufórico e ferido, o pessoal insistiu para que fosse embora.
Ele estava completamente diferente, tinha um olhar insano e cruel e se curvou para a frente com as mãos - ou garras - arrastando no chão, uivando e correndo em nossa direção.
Voltamos correndo para o terraço da casa de Samara. Fechamos a porta e aguardamos para ver se ele tentaria arrombá-la.
E então, percebemos que Leanderson não estava com a gente.
Leanderson e Lucas estavam de volta, para o alívio de todos nós.
Nos sentamos pra conversar e decidir o que faríamos em seguida e então, Papi - pois é, o gordinho suado se chama PAPI! hahahahahahahahaha - disse que ia pra casa, ver sua família.
De imediato, dissemos que não íamos com ele, que era loucura e que acabamos de passar por uma situação parecida, mas o cara parece não entender que as coisas mudaram.
Contamos tudo o que nos aconteceu nas últimas 10 ou 12 horas, sei lá quanto tempo, mas ele insistia em ir ver a família e insistia para que fôssemos com ele, do contrário não arrumaria nossos carros.
E então, quando desejamos sorte a ele em sua missão suicida, o malandro simplesmente sai andando pela rua, revistando os nossos carros.
Fui atrás dele para tentar convencê-lo de que era loucura e para me certificar de que ele não ia fazer nenhuma merda nos carros - por pior que seja o estado deles, talvez ainda pudéssemos usá-los.
Aí ele começou a bater boca comigo, mais uma vez, como se fosse o dono da verdade, o senhor da situação e o rei do novo mundo. Aquilo me irritou e tentei acertá-lo com uma coronhada, mas acabei errando e me desequilibrando e ele conseguiu me acertar com a maleta de ferramentas.
Não sei o que houve enquanto estive desacordado, mas assim que despertei, o gordinho suado estava amarrado no chão da casa. Aquele escroto me tirou um dente com a maleta de ferramentas. Ele não faz ideia de com quem está se metendo. Na prisão, vi muito herói "acordar" morto.
Mas agora tenho que fazer jus ao apelido que me deram antigamente. Não posso deixar a raiva me distrair, mas com certeza não vou esquecer o que esse puto me fez.
Voltamos a nos preocupar com nosso destino e se levaríamos o Papi conosco ou o deixaríamos apodrecer no porão.
Apesar de eu insistir que não devemos confiar nele, o pessoal concluiu de que ele seria mais um pra nos ajudar e o desamarraram na condição de que não fizesse mais nenhuma besteira.
Enquanto estive desacordado, um dos caras encontrou a maleta prateada que a Nadja havia levado para a festa.
Havíamos concordado em ir para o Centro da cidade, fazendo uma parada num supermercado para podermos comer, mas ao invés de seguirmos, começou uma discussão sobre se deveríamos ou não abrir a maleta.
Se dependesse de mim, eu jogaria essa maleta o mais longe possível. Os militares estão atrás dela e, pelo que sabemos, ela tem um GPS.
Ainda assim, meus companheiros insistiam que devia ter algo ali dentro que seria útil.
O fato de o Papi ter dito que o cara que o chamou para arrumar seu carro, era o defunto que eles encontraram segurando a maleta, me deu mais um motivo pra não querer essa coisa perto de mim.
Eles resolveram abrir a maleta. Eu disse que poderia conter algo ruim, talvez o vírus que ocasionou esse caos todo e lembrei que o ditado diz que: "a curiosidade matou o gato".
Um gato tem sete vidas e a curiosidade o matou, mas parecia que eles não se importavam com isso...enquanto digitavam os números da senha para abrí-la, segui em direção à travessia, rumo ao supermercado.
Tinha um celular que tocou assim que a maleta foi aberta. Lucas disse que a pessoa com quem ele falou ao celular, nos instruiu a irmos ao Banco do Brasil no centro, que lá era um local seguro.
Mas antes de podermos decidir se íamos ou não confiar no cara do telefone, nos deparamos com o primo de David. Aquele que acolhemos na noite anterior e que, por estar eufórico e ferido, o pessoal insistiu para que fosse embora.
Ele estava completamente diferente, tinha um olhar insano e cruel e se curvou para a frente com as mãos - ou garras - arrastando no chão, uivando e correndo em nossa direção.
Voltamos correndo para o terraço da casa de Samara. Fechamos a porta e aguardamos para ver se ele tentaria arrombá-la.
E então, percebemos que Leanderson não estava com a gente.
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